
Salgueiro vence Náutico de virada e retoma liderança
Em uma partida com um segundo
tempo eletrizante, o Salgueiro arrancou uma importante vitória
contra o Náutico, de virada, por 3 a 2, com gol bastante polêmico
nos acréscimos. O gol da vitória nasceu de uma falta inexistente,
que foi marcada pelo árbitro Gilberto Castro Júnior atendendo ao
que apontou o assistente de arbitragem Aldir Pereira.
Com o resultado, o Carcará retoma a ponta do Pernambucano
Coca-Cola, que havia perdido para o Náutico. É a sexta vitória do
time em oito jogos, inclusive batendo os três grandes do Recife
atuando no Cornélio de Barros. Já o Timbu, que jogou desfalcado e
pagou por erros defensivos, fica em segundo, e amarga a primeira
sequência de dois jogos sem vitória.
As duas equipes voltam a campo no domingo, às 16h. O Náutico vai a
Serra Talhada enfrentar o time da casa, enquanto o Salgueiro visita
o Araripina.
PRIMEIRO TEMPO ALVIRRUBRO
O Náutico entrou em campo
muito bem postado, no ponto de vista defensivo. Marcando forte e
saindo para o contra-ataque de forma segura.
O time deu dois sustos no Salgueiro logo no começo. Siloé soltou
uma bomba de direita, para fora, com perigo. Pouco depois, num
contra-ataque puxado por Siloé, Marlon apareceu de surpresa na
entrada da área e bateu forte, perto da trave esquerda.
Com a proposta alvirrubra dando certo, havia poucos lances de
perigo no ataque. O Salgueiro não conseguia chegar perto da meta
alvirrubra.
Melhor em campo, o Náutico chegou ao gol aos 20 minutos. Após
cobrança de falta de Eduardo Ramos, Siloé se abaixou: a bola bateu
nas suas costas e entrou. Sorte do atacante alvirrubro, que fez boa
apresentação. 1 a 0.
Pouco depois, o outro atacante alvirrubro, Jeffersom Berger, em sua
primeira partida como titular, perdeu boa chance de marcar seu
primeiro gol pelo Timbu. Ficou frente a frente com o goleiro
Luciano, que saiu em sua direção. Mas mandou o chute em cima do
arqueiro.
O Salgueiro tentava reagir com muita velocidade e movimentação
ofensiva. Mas seguia com dificuldades para transpassar o bloqueio
do Timbu. Aos 38, o Carcará teve seu melhor momento no primeiro
tempo. Após nova cobrança de falta, Fabrício Ceará desviou de
cabeça e Peri tocou de raspão na bola; nenhum dos dois colocou para
dentro.
Fechadinho, o Náutico ainda voltou a perder uma chance com Berger,
no fim do primeiro tempo. Ele recebeu de Siloé e, no mano a mano
com um zagueiro, acertou no drible, mas errou no chute. Mandou por
cima do gol.
CARCARÁ VIRA E VENCE
O panorama do jogo mudou no segundo tempo mudou. O Salgueiro
pressionou bastante o Náutico. Logo com dois minutos, Clébson
cruza, Gustavo afasta, e Peri chuta de primeira. Rodrigo Carvalho
defende.
Numa sequência de três escanteios do Carcará, o perigo maior foi
quando a bola atravessou toda a pequena área do Náutico e saiu. O
goleiro Rodrigo Carvalho deu um leve desvio de soco na bola que
dificultou o chute de um jogador do Carcará.
A presença ofensiva alvirrubra era mínima. Não levantou ninguém da
arquibancada o chute de Lenon, de fora da área, por cima do gol,
aos cinco minutos. Isso, em parte, era reflexo do domínio do
Salgueiro.
Diferentemente do primeiro tempo, as jogadas do Salgueiro
conseguiam penetrar na área alvirrubra. Muitas bolas foram
afastadas pelo Náutico de dentro da área.
A insistência do Salgueiro foi recompensada aos 29 minutos. Após um
dos vários escanteios, houve um desvio de cabeça, e a bola
"procurou" o atacante Fabrício Ceará, que testou para o gol. Lenon
ainda tentou tirar com as pernas, mas a bola entrou. Detalhe é que
havia três zagueiros alvirrubros embaixo da barra, mas nenhum
marcando o homem mais perigoso do Carcará.
O desempate veio de forma rápida. Clebson fez ótima jogada pela
ponta esquerda e sofreu uma falta, como um miniescanteio. Veio a
cobrança, e o zagueiro Alemão, livre, dentro da pequena área,
cabeceou para as redes. Falha generalizada da defesa alvirrubra,
incluindo do goleiro Rodrigo Carvalho, que saiu do gol e não
alcançou a bola.
Só depois da virada, o Náutico largou o defensivismo e foi para
cima. Por meio de cobranças de falta, não conseguia o gol, pois a
capacidade de Jefferson não chegava perto da de Souza. Mas o tento
veio com a bola rolando. Dorielton, que entrou na vaga de Jeffersom
Berger, cruzou, e Siloé apareceu bem, cabeceando no cantinho,
empatando, aos 41 minutos.
As emoções estavam à flor da pele. Instantes após o gol, o técnico
Waldemar Lemos foi expulso pelo árbitro Gilberto Castro Júnior ao
reclamar da arbitragem. A queixa era sobre erro na marcação de
faltas e cartões amarelos que, em sua opinião, deveriam ser dados
ao Salgueiro.
Mas a única grande bronca da arbitragem estava por vir. O assistente de arbitragem Aldir Pereira indicou ao árbitro que marcasse uma falta inexistente a favor do Salgueiro, na lateral direita ofensiva. Dessa falta, nasceu o gol que decidiu a partida.
A bola foi levantada na área, e a defesa alvirrubra se complicou toda. O goleiro Rodrigo Carvalho faz uma tremenda trapalhada, a bola bateu nele, em dois jogadores do Náutico, e entrou. O meia Élvis saiu comemorando o gol, alegando que teria tocado nela antes de entrar. 3 a 2, placar final.
Fonte: Blog do Torcedor











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