FÓRMULA 1:
FERRARI INICIA TEMPORADA COM DOBRADINHA

O abraço logo após a prova deste domingo foi natural para quem abriu o ano com uma dobradinha incontestável. No duelo interno da Ferrari, contudo, Fernando Alonso tem mais motivos para sorrir do que Felipe Massa. O espanhol ultrapassou o brasileiro logo na largada do GP do Bahrein, superou o alemão Sebastian Vettel na 34ª volta e venceu a primeira prova da temporada no circuito de Sakhir. Mas a festa do bicampeão mundial não significa que havia tristeza na segunda parte da dobradinha. Oito meses após o grave acidente do ano passado, Massa voltou a sentir o sabor de subir no pódio, à frente do inglês Lewis Hamilton, que chegou em terceiro.
Vettel largou na pole position e segurou sua RBR na ponta até a 34ª volta. Foi o máximo que conseguiu. Ele foi ultrapassado de uma só vez por Alonso e Massa e, com queda de potência no carro, perdeu posição também para a McLaren de Hamilton, terminando em quarto. Atrás de Vettel chegaram os dois alemães da Mercedes: em quinto, Nico Rosberg, e em sexto o heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à Fórmula 1 após três anos de aposentadoria.
Os dois estreantes brasileiros não conseguiram permanecer muito tempo na pista. Lucas di Grassi, da VRT, teve problemas com o carro logo na terceira volta e ficou pelo caminho na caixa de brita de uma das curvas do circuito de Sakhir. Bruno Senna, da Hispania, foi até a 17ª volta, embora oito segundos mais lento que o líder, e abandonou após a quebra do motor Cosworth. Em sua estreia na Williams, Rubens Barrichello largou em 11º e chegou em 10º.
O heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à F-1 após três anos de aposentadoria, teve um desempenho discreto no GP do Bahrein. O piloto da Mercedes não foi agressivo e chegou em sexto, uma posição atrás de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe. A única posição que o alemão ganhou na prova foi a de Mark Webber, da RBR, que teve um leve vazamento de óleo na primeira volta, perdeu força e caiu para oitavo.
Confira o resultado do GP do Bahrein:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) -
49 voltas em 1h39m20s396
2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 16s099
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 23s182
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 38s713
5 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 40s263
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 44s180
7 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 45s260
8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s308
9 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - a 53s089
10 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a
1m02s400
11 - Robert Kubica (POL/Renault) - a 1m09s093
12 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m22s958
13 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m32s656
14 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - a 1 volta
16 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 3 voltas
17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - a 3 voltas
Não completaram:
Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - a 19 voltas/mecânico
Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - a 31
voltas/motor
Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - a 32 voltas/hidráulico
Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 35 voltas/suspensão
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 37 voltas/mecânico
Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - a 46
voltas/hidráulico
Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - a 47 voltas/acidente
Melhor volta:
Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m58s287, na 45ª volta
FÓRMULA INDY:
WILL POWER VENCE A ETAPA DE SÃO PAULO DA INDY

Após a interrupção causada pela chuva forte, Will Power venceu a etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada neste domingo no circuito de rua do Anhembi, em São Paulo. O australiano superou o americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti Autosport, nas últimas voltas e deixou o rival em segundo. Vitor Meira, da AJ Foyt, foi o melhor brasileiro, na terceira posição, com bela corrida de recuperação após largar em 16º lugar.
Além de Meira, mais três brasileiros ficaram entre os dez primeiros: Raphael Matos, da De Ferran Luczo Dragon, foi o quarto; Helio Castroneves, da Penske, o nono; e Tony Kanaan, da Andretti Autosport, o décimo. Bia Figueiredo, da Dreyer & Reinbold, foi a melhor mulher das quatro que disputaram a prova, com o 13º lugar.
Mas a corrida foi marcada por uma chuva torrencial, que durou 45 minutos e causou a interrupção pela direção de prova com apenas 35 das 75 voltas disputadas. A decisão foi tomada por motivos de segurança, após várias poças se formarem ao longo do circuito e a reta do sambódromo apresentar condições péssimas de aderência por causa do piso de concreto. A prova só foi reiniciada às 15h (de Brasília).
Vários acidentes já haviam provocado bandeiras amarelas e a entrada do pace car durante a corrida. A batida que mais preocupou aconteceu logo na largada, quando o brasileiro Mário Moraes perdeu o controle do carro por causa da poeira na reta do sambódromo e foi parar em cima do cockpit do americano Marco Andretti. Após alguns minutos de angústia, o piloto conseguiu sair ileso do carro.
Acidentes e bandeiras amarelas

A corrida começou complicada já na
largada. o estreante Takuma Sato, da KV, freou muito tarde e
acertou Scott Dixon, da Chip Ganassi, que rodou. Helio Castroneves,
da Penske, também foi colhido no incidente. Como consequência da
confusão, Mario Moraes rodou e acertou o carro de Marco Andretti,
da Andretti Autosport, e sua roda traseira ficou sobre o cockpit do
rival. Felizmente o americano saiu ileso.
Após oito voltas em bandeira amarela, Dario Franchitti liderou a
relargada, com o canadense Alex Tagliani em segundo. O piloto da
Fazzt segurava a segunda posição até a 19ª volta, quando foi
superado por Ryan Hunter-Reay na última curva do circuito. Nesta
altura, Tony Kanaan ocupava a quarta posição e era o melhor
brasileiro. Dan Wheldon, da Panther, era o quinto.
Na 21ª volta, a venezuelana Milka Duno, da Dale Coyne, rodou mais
uma vez no fim de semana e causou a segunda bandeira amarela da
corria. Quase todos os pilotos aproveitaram a ocasião para fazer
seus primeiros pit stops, menos a novata suíça Simona de Silvestro,
da HVM, que assumiu a liderança. Na relargada, ela se manteve por
uma volta na ponta, mas acabou superada por Hunter-Reay e
Franchitti.
Mais atrás, Tony Kanaan vinha em quinto, mas acabou colhido pelo
carro de Tagliani. O canadense perdeu o controle após ser acertado
na traseira por Wheldon, que freou tarde demais na curva do fim da
reta oposta. O motor do carro do brasileiro morreu e ele perdeu uma
volta até conseguir retornar à pista.
Dilúvio interrompe corrida
Logo após a bandeira verde, a chuva
desabou sobre o circuito de rua do Anhembi e várias poças começaram
a se formar no asfalto, causando problemas de aquaplanagem para os
carros. A maioria dos pilotos entrou nos boxes e colocou pneus de
chuva, mas as condições continuavam terríveis. Após o acidente de
Alex Lloyd, da Dale Coyne, no meio da reta oposta, a direção de
prova resolveu acionar a bandeira amarela. Após algumas voltas, na
35ª, a corrida foi interrompida.
Os pit stops antes da bandeira vermelha colocaram o australiano
Will Power na segunda posição da prova, entre Franchitti e
Hunter-Reay. Após 45 minutos de interrupção, a direção de prova
autorizou os pilotos a voltarem à pista, ainda sob bandeira
amarela. Faltariam 42 a serem disputados e a corrida seria
encerrada no templo limite de duas horas.
Ainda em bandeira amarela, Hunter-Reay e Power colocaram pneus
slicks, enquanto Franchitti, Dixon, Mike Conway e Justin Wilson
ficaram com os de chuva e assumiram as cinco primeiras posições da
prova. Só que a pista já estava seca e os slicks provaram ser a
melhor escolha: o americano da Andretti Autosport começou a fazer
ultrapassagens com muita facilidade.
Após os pit stops de quem estava com pneu de chuva, Hunter-Reay
assumiu a ponta, com boa vantagem para Raphael Matos, Briscoe e
Power. A dupla da Penske ultrapassou o brasileiro e foi à caça do
americano. Briscoe se tornou líder na 50ª volta, mas recebeu o
troco. No fim da mesma volta, ele consumou a ultrapassagem, mas
acabou no muro duas voltas depois e causou mais uma bandeira
amarela.
A relargada foi autorizada com seis minutos para o fim da prova.
Hunter-Reay saiu bem, mas Power reduziu sua vantagem e o
ultrapassou bem próximo do fim da prova. Ao mesmo tempo, Vitor
Meira, que tinha largado em 16º, superava Matos e garantia o pódio,
em terceiro.
Confira a classificação da etapa brasileira da Fórmula Indy:
1 - Will Power (AUS/Penske) - 61
voltas em 2h00m58s000
2 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport) - a 1s858
3 - Vitor Meira (BRA/AJ Foyt) - a 9s709
4 - Raphael Matos (BRA/De Ferran-Luczo Dragon) - a 10s423
5 - Dan Wheldon (ING/Panther) - a
10s888
6 - Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi) - a 11s347
7 - Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi) - a 12s057
8 - Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold) - a 12s165
9 - Helio Castroneves (BRA/Penske) - a
12s741
10 - Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport) - a
13s485
11 - Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold) - a 13s919
12 - Ernesto Viso (VEN/KV) - a 16s903
13 - Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold) - a
19s645
14 - Ryan Briscoe (AUS/Penske) - a 1m14s919
15 - Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport) - a 1 volta
16 - Simona de Silvestro (SUI/HVM) - a 3 voltas
Não completaram:
Mario Romancini (BRA/Conquest) - a 15
voltas/acidente
Alex Lloyd (ING/Dale Coyne) - a 31 voltas/acidente
Alex Tagliani (CAN/Fazzt) - a 33 voltas/acidente
Hideki Mutoh (JAP/Newmann-Haas-Lanigan) - a 34
voltas/acidente
Milka Duno (VEN/Dale Coyne) - a 41 voltas/acidente
Takuma Sato (JAP/KV) - a 61 voltas/acidente
Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport) - a 61
voltas/acidente
Mário Moraes (BRA/KV) - a 61 voltas/acidente
Fonte: globoesporte.com
MUNDIAL DE ATLETISMO:
FABIANA MURER CONQUISTA OURO E DERRUBA TRAUMA DE PEQUIM

A brasileira Fabiana Murer sagrou-se neste domingo campeã mundial indoor do salto com vara, conseguindo um feito inédio para o atletismo nacional: é a primeira medalha de ouro feminina do país na história da competição. A brasileira superou a barreira dos 4,80m em sua primeira tentativa, levando vantagem no desempate sobre a russa Svetlana Feofanova, que ultrapassou a mesma marca em sua segunda tentativa e ficou com a prata. A medalha de bronze foi da polonesa Anna Rogowska, campeã mundial outdoor.
"Estou muito feliz, poderia ter
saltado mais, mas ficar em primeiro já me deixa muito feliz. Isso
só me dá mais energia para treinar cada vez mais e para o restante
da temporada. Não foi uma competição fácil, mas hoje era meu dia e
o salto saiu na primeira tentativa", comemorou a brasileira à
Sportv.
Com a medalha de ouro, Murer apaga o trauma deixado após os Jogos
Olímpicos de Pequim, em 2008, quando era uma das favoritas. Na
ocasião, a vara utilizada pela brasileira sumiu da área destinada
ao material das atletas e ela teve que adaptar outra vara para
realizar o salto de 4,65m, mas não conseguiu superar a marca.
"Tem que tomar cuidado realmente com a vara, porque ela pode cair,
bater em algum lugar, alguma menina pode pisar em cima com a
sapatilha e aí ela trinca", disse aliviada.
A recordista mundial Elena Isibayeva ficou com o quarto posto, ao
saltar 4,60m. A russa também decepcionou no Mundial Outdoor de
Berlim, no ano passado, quando errou todos os saltos e foi
eliminada.
"Estava bem fisicamente, mas na hora de saltar senti alguma coisa
estranha, não sei explicar. Me sentia bem, minha técnica talvez
tenha sido meio ruim, mas isso é coisa da minha cabeça. Não sei
como vai ser o resto da temporada, vou conversar com meu técnico,
porque já aconteceu no ano passado e agora de novo", lamentou a
russa à Sportv.
Fabiana Murer começou a saltar com o sarrafo posicionado a 4,50m do
chão. Sem dificuldades, a brasileira superou também a barreira dos
4,60m e dos 4,70m em suas primeiras tentativas. Apenas quando
precisou ultrapassar os 4,75m, Murer precisou de mais de um salto,
superando a altura em sua terceira tentativa.
No mínimo com a medalha de prata garantida, Murer preparou-se para
saltar 4,80m e passou com tranquilidade pelo sarrafo, dando grande
passo para conquistar o ouro. Feofanova superou os 4,80m em sua
segunda tentativa. Com o sarrafo a 4,85m do chão, nenhuma das duas
conseguiu ultrapassar a marca e o ouro ficou com a brasileira.
PERNAMBUCANA KEILA COSTA CONQUISTA BRONZE NO SALTO

A brasileira Keila Costa conquistou neste domingo a primeira medalha do Brasil no Campeonato Mundial Indoor de Atletismo, disputado em Doha. No salto em distância, Keila atingiu a marca de 6,63m, em sua quinta e última tentativa, e garantiu a medalha de bronze da competição.
A brasileira, que queimou três de
seus cinco saltos, conquistou a medalha de bronze no desempate. Por
ter atingindo sua melhor marca no último salto, Keila levou
vantagem sobre estoniana Ksenija Balta, que também saltou
6,63m.
"Já estava muito feliz de ter entrado na final. Depois que vi que
ninguém estava saltando bem, que tinha chance fiquei mais feliz
ainda. Foi no último salto que eu consegui o desempate", celebrou
Keila à TV Globo.
"Você começa a relembrar do treinamento, de tudo o que você passou
e ninguém sabe, e a recompensa está aí", disse a brasileira. A
medalha de prata ficou com a portuguesa Naide Gomes (6,67m) e a de
ouro nas mãos da norte-americana Brittney Reese (6,70m).
Fonte: esporte.ig.com.br
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