LIBERTADORES 2009:
CRUZEIRO EMPATA NO OLÍMPICO E SEGUE EM BUSCA DO TRICAMPEONATO

Welington Paulista (9), marcou os dois gols da raposa
Deu Cruzeiro. É o time mineiro que
será o responsável por representar o Brasil na final da Taça
Libertadores da América, contra os argentinos do Estudiantes, nos
dias 8 e 15 de julho. O clube de Belo Horizonte empatou com o
Grêmio por 2 a 2 na noite desta quinta-feira, no estádio Olímpico,
em Porto Alegre, e agora vai em busca do tricampeonato da
competição – já levantou o caneco em 1976 e 1997. No duelo de
ida, em Minas Gerais, a Raposa havia vencido por 3 a 1.
No ano do bicampeonato, por coincidência, o Cruzeiro também
eliminou o Grêmio durante a campanha. Só que foi nas
quartas-de-final. Na ocasião, o técnico celeste era Paulo Autuori,
agora no clube gaúcho. Outra curiosidade é que Wellington Paulista,
autor dos dois gols mineiros, esteve para fechar com o Tricolor no
começo deste ano. Depois de estar bem perto de assinar, no entanto,
ele optou pela Raposa.
A presença de um time brasileiro na decisão da Libertadores tem se
tornado praxe nos últimos anos. Desde 2005 é assim. Naquele ano, o
campeão São Paulo venceu o também brasileiro Atlético-PR. No ano
seguinte, o time do Morumbi perdeu do compatriota Internacional. Em
2007, o Grêmio foi vice do Boca Juniors, feito repetido pelo
Fluminense, derrotada pela LDU, na temporada passada.
Os pontos negativos da partida desta noite foram a confusão entre
torcedores que tinham ingressos, e não conseguiram entrar, com a
Brigada Militar, e a lamentável atitude de alguns torcedores do
Tricolor, que fizeram som de macaco quando Elicarlos substituiu
Gerson Magrão no Cruzeiro. No jogo da semana passada, o volante
acusou o argentino Maxi López de racismo e o caso foi até parar na
delegacia.
A torcida da Raposa também provocou no final do primeiro tempo, mas
com bom humor. Localizados atrás de um dos gols, os cruzeirenses
imitaram a tradicional avalanche que os tricolores costumam fazer
atrás do gol oposto quando sai gol. Naquele momento, a partida já
estava 2 a 0 para o clube mineiro.
Antes da primeira final da Libertadores, na Argentina, o Cruzeiro
volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às
16h, contra o Goiás, fora de casa. O time celeste é o nono colocado
no Nacional, com 10 pontos. O Grêmio, por sua vez, joga em casa,
diante do Atlético-PR. O Tricolor tem nove pontos, em 14º
lugar.
Pressão do Grêmio para na eficiência
celeste
A torcida do Grêmio fez a sua
parte. Lotou o estádio Olímpico, cantou efusivamente antes do jogo
e explodiu de emoção com a entrada do time em campo. Contagiados
por esse clima, os jogadores tricolores foram para cima do Cruzeiro
logo no primeiro minuto. Fábio Santos cruzou para Herrera cabecear.
Mas o argentino fez falta.
Por um momento, a equipe mineira se perdeu em campo, assustada com
o ímpeto ofensivo dos gaúchos. Aos 4 minutos, por exemplo, Ramires
deu passe errado no meio-campo e colocou Souza em ótima condição. O
goleiro Fábio, porém, foi mais esperto e saiu do gol com os pés
para afastar o perigo.
O Cruzeiro parecia cada vez mais nervoso, e aos 11 minutos um novo
erro celeste permitiu uma boa jogada de ataque do Grêmio. Wagner
perdeu a bola no meio-campo e Souza lançou Maxi López, que avançou
no contra-ataque, se livrou de um marcador e chutou por cima do gol
defendido por Fábio.
Dos 19 aos 23 minutos, a pressão gremista foi intensa, sufocante.
Tudo começou com Souza. O meia cobrou falta para área e a zaga da
Raposa afastou. Na cobrança do escanteio, Herrera acabou ficando
com sobra e chutando da pequena área. A defesa novamente salvou.
Tcheco então cruzou para Maxi López cabecear rente ao
travessão.
O último lance de perigo desse bom momento gaúcho foi aos 23
minutos. Herrera deu ótimo lançamento para Tcheco na esquerda, o
meia cruzou para Fábio Santos, mas o lateral chutou mal, por cima
do gol. Aos 28 minutos, muita reclamação. Leonardo Silva agarrou
Herrera na grande área, mas o colombiano Oscar Ruiz nada
marcou.
Seria a chance de o Grêmio tentar uma reação, porque o Cruzeiro
seria fatal logo em seguida. Após conseguir esfriar o jogo do
adversário, a equipe mineira conseguiu abrir o placar em ótima
jogada de Kléber. O atacante recebeu de Jonathan após lateral e
cruzou para Wellington Paulista marcar aos 34 minutos.
O próprio Wellington Paulista foi o responsável por melhorar ainda
mais a condição do time mineiro na partida. E apenas dois minutos
depois. Depois de cruzamento de Jonathan da direita, o atacante
aproveitou vacilo da defesa tricolor e cabeceou, sem chances para o
goleiro Victor. A partir daí, o Grêmio precisaria de cinco
gols.
Quarenta e cinco minutos de um jogo
decidido
A necessidade de fazer cinco gols no segundo tempo deixou os
gremistas nervosos em campo. Cada troca de passes envolvente do
Cruzeiro era interrompida por uma falta. Equilibrado e tranquilo, o
time de Adilson Batista não se abateu nem com a perda do seu melhor
zagueiro. Antes dos cinco minutos, Leonardo Silva machucou o
tornozelo esquerdo e não conseguiu voltar. Anderson, único defensor
à disposição no banco, o substituiu.
A torcida tricolor percebeu que o time só encontraria um rumo se
recebesse apoio. E foi o que aconteceu. Aos sete, Herrera recebeu
lançamento na ponta direita, invadiu a área em velocidade e bateu
cruzado. Fábio defendeu com um tapa e desviou pela linha de fundo.
A partir deste lance o Grêmio viu na bola aérea o caminho mais
curto para tentar um virada histórica. O começo foi bom. Tcheco
cobrou escanteio, Réver subiu no meio da zaga adversária e acertou
o canto esquerdo de Fábio, aos nove. A avalanche voltou a ganhar
peso na geral do estádio Olímpico: 2 a 1.
O gol dos donos da casa trouxe ânimo, mas como a pressão não se
transformou em bola na rede, a vontade passou da conta. Aos 14,
Wagner puxava contra-ataque perigoso e foi violentamente atingido
pelo volante Adilson. O jogador recebeu cartão vermelho direto do
árbitro Oscar Ruiz, deixou o campo batendo no peito e aplaudido
pela torcida.
Com um homem a menos, o Grêmio parou de atacar por pelo menos dez
minutos e permitiu que ao adversário tocasse a bola e fizesse o
tempo passar. Adilson Batista promoveu alterações. Sacou Gerson
Magrão para a entrada do volante Elicarlos, enquanto Wellington
Paulista deu lugar a Thiago Ribeiro. O Imortal não desistiu de
buscar um milagre. Aos 29, Fábio Santos recebeu na entrada da área,
teve a chance de chutar, mas preferiu tocar para Souza. O camisa 8
dominou, olhou o posicionamento de Fábio e acertou o canto esquerdo
do goleiro: 2 a 2 com direito a golaço, e Olímpico em chamas. Não
foi suficiente. Além de um forte Cruzeiro, os gaúchos tinham o
relógio como adversário impiedoso.
A cor do Brasil na final da Libertadores é o azul celeste.
Fonte: esporte.ig.com.br
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